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Movimento Social se une pelo fim da corrupção na Assembléia Legislativa

Diversas entidades do movimento social no Paraná estão publicando uma nota conjunta sobre as denúncias de corrupção na Assembléia Legislativa do Paraná. Na nota, as entidades pedem o afastamento do Presidente da Assembleia, Deputado Nelson Justus; do Primeiro Secretário, Alexandre Curi, e dos demais membros da mesa diretora. Segundo a nota, o afastamento é necessário para a garantia de independência das investigações e da apuração dos fatos denunciados na imprensa.

A nota é assinada pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, pela Federação dos Trabalhadores na Indústria (FETIEP) e na Agricultura (FETAEP) do Paraná; pelo Sindicato dos Médicos (SIMEPAR), Engenheiros (SENGE-PR), Enfermeiros (SEEPR), Químicos, Papeleiros e o SINTRAFUCRAB; pela União Paranaense dos Estudantes (UPE), União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES); União da Juventude Socialista (UJS), União Brasileira de Mulheres (UBM); União dos Estudantes de Ponta Grossa, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, e DCEs da UNICENTRO e da Universidade da Fronteira Sul.

Essas entidades já vêm participando do “Movimento Caça Fantasmas da Assembléia Legislativa” desde o seu início. O movimento surgiu da iniciativa dos estudantes logo após as primeiras denúncias do Jornal Gazeta do Povo e da RPC. No dia 24 de março, foi realizada a primeira manifestação em frente a Assembléia. No começo o movimento era pequeno, mas muito aguerrido. Foi crescendo e diversos setores da sociedade foram aderindo. Até agora foram quatro passeatas em Curitiba (24 e 31 de março, 14 de abril e 19 de maio) reunindo milhares de pessoas, e diversas manifestações por todo o Estado.

A nota parabeniza os jornalistas que investigaram e produziram as reportagens com as denúncias e os estudantes pela vanguarda nas manifestações. Saúda também a OAB e a FIEP que aderem ao movimento fazendo-o crescer ainda mais garantido mais força e espaço na mídia. Enfim, conclama os paranaenses a erguerem sua voz e a mostrarem que não estão apáticos e não vão se omitir nesse momento tão importante.

A manifestação deste dia 08 de junho em Curitiba é a próxima atividade que contará com a participação das entidades que assinam essa nota, além dos mais diversos setores da sociedade que desejam mudanças e o fim do roubo do dinheiro do povo.

Segue a íntegra da nota publicada pelas entidades:

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07/06/2010 at 11:21 Deixe um comentário

Estudantes são agredidos em defesa da sede da UPES

Os militantes estudantis Fabiana Zelinski, ex-presidente da UPE, Adriano Matos Soares, diretor da UPES e Arilton Freres, presidente da UJS-PR, foram agredidos com murros, pauladas e marteladas na manhã desta sexta-feira ao tentar defender a sede da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas – UPES, que situava-se Rua Marechal Malet com Manoel Eufrasio, bairro do Juvevê na Capital do Estado.

Os militantes agredidos, entraram na frente de um caminhão da empresa incorporadora Menezes que foi à sede para tomar posse do terreno, vindo a colocar no chão a casa de madeira que servia de sede para a entidade desde 1945.

A UPES trava desde 2005 uma batalha jurídica pela posse de sua sede com a incorporadora Menezes que invadiu a sede quando a entidade esteve desativada por alguns anos.

Neste momento, os militantes envolvidos encontram-se no 4º Distrito Policial da Capital aonde prestam depoimentos e seguirão para o Instituto Médico Legal aonde realizarão exames de corpo de delito.

07/08/2009 at 13:37 4 comentários

UPES diz que prefeitura mente sobre aumento da tarifa de ônibus

Entidade convoca novas manifestações e defende que tarifa baixe para todos os usuários

O presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), Rafael Clabonde, ao fazer um balanço das manifestações pelo passe livre em Curitiba, disse que a prefeitura do município “mente feio” ao anuncia o aumento da tarifa caso seja concedido o benefício aos estudantes. Segundo ele, Curitiba é a única capital do país que ainda não tem a gratuidade no transporte coletivo. Também, ainda de acordo com ele, proporcionalmente, é a cidade que tem a passagem de ônibus mais cara do Brasil.

O líder estudantil avalia que as manifestações pelo passe livre estão ganhando corpo a cada dia que passa e, falando aos estudantes do Colégio Estadual Maria Aguiar Teixeira, nesta quinta-feira (10), convocou uma passeata para o próximo dia 17 de abril. “A prefeitura de Curitiba mente ao divulgar em seu site que a passagem de ônibus vai subir se houver o passe livre. É mentira, é mentira, é mentira”, condenou.

“Tem muita gordura no preço da tarifa de Curitiba. As distâncias são muito mais curtas do que em São Paulo ou no Rio de Janeiro ou em outra grande cidade. Dá, sim, para ter o passe livre sem aumentar a passagem”, defendeu Clabonde, para logo em seguida afirmar: “Curitiba é a única capital do país que não tem o passe escolar e, por outro lado, proporcionalmente, tem a tarifa mais cara do Brasil”.

As manifestações pelo passe livre em Curitiba ganharam força desde que a guarda municipal agrediu os estudantes em frente à estação-tubo dos Correios, no centro da cidade, no último dia 2 de abril. Segundo Rafael Clabonde, presidente da UPES, o protesto era pacífico, no entanto, “os estudantes foram covardemente agredidos pela guarda da prefeitura”.

“Vamos parar quando a passagem do ônibus baixar para todos os usuários e os estudantes tiverem o passe livre em Curitiba”, disse Clabonde.

Contato: Presidente da UPES: Rafael Clabonde (42) 8805 2150

10/04/2008 at 16:47 2 comentários

Luta pelo Passe Livre em Curitiba continua, diz presidente da UPES

Rafael ClabondeA luta pelo passe livre aos estudantes de Curitiba prossegue nesta terça-feira (8), avisa o presidente da Upes (União Paranaense de Estudantes Secundaristas), Rafael Clabonde (foto). Além de protestar em frente a prefeitura, os estudantes vão acompanhar a reunião da Comissão de Segurança Pública na Câmara de Vereadores. “A juventude vai às ruas para reivindicar o passe livre no transporte coletivo de forma mais intensiva”, avisa Clabonde.

O presidente da Upes sustenta que a burocracia da Urbs – empresa respon´savel pela administração do transporte coletivo em Curitiba e região metropolitana – exclui de muitos estudantes o direito já conquistado do meio passe. “O problema é que uma parte considerável dos pedidos emperra na burocracia da Urbs. Muitos estudantes não conseguem esse benefício”, disse Clabonde em entrevista na Boca Maldita de Curitiba.

E além da burocracia – conforme Clabonde – a Urbs não esclarece lucros e gastos, que até hoje não foram declarados a população. “Para onde que vai o dinheiro dos dois milhões de passageiros diariamente na capital?”. No ato da última quarta-feira (2), os estudantes quebraram a caixa preta da Urbs “para ver se essa patifaria acaba de uma vez por todas. A gente tem que ter acesso á isso porque é um direito do cidadão”, disse Clabonde. Leia a seguir a íntegra da entrevista.

A luta continua?

Rafael Clabonde – Continua. Agora cada vez mais intensificada. Os atos que aconteceram na quarta-feira com cenas truculentas por parte da Guarda Municipal mostrando toda sua irresponsabilidade e seu despreparo, não podem acuar, de forma alguma, aos estudantes que vão responder a altura. A nossa resposta não é com agressões como eles fizeram. A nossa luta agora é ganhar cada vez mais as ruas, intensificar as mobilizações.

Na terça-feira (8), vamos estar na Câmara onde vai ser recebida pela Comissão de Segurança, a Guarda Municipal, o comando da GM, e também o secretário municipal de Segurança. A juventude vai estar lá para ouvir o que eles têm para explicar, se é que eles têm que explicar alguma coisa.

Vamos desmistificar essas mentiras da Guarda Municipal que insiste em dizer que não utilizou spray de pimenta, que não utilizou instrumento de choque. Nós que estávamos lá, sentimos isso literalmente na pele. Não houve confronto com a Guarda Municipal. Os estudantes apanharam e a Guarda Municipal bateu. A verdade é essa.

Agora a nossa resposta e bater no seguinte: a violência que foi cometida vai ter que ter punições. Nós vamos cobrar isso.

Agora a maior violência é o número de estudantes que estão fora das escolas porque não tem o dinheiro da passagem. Aí eu quero ver a prefeitura se explicar por essa mazela que a sociedade coloca e exclui a juventude das escolas. É nessa tecla que a gente vai bater: para desmistificar quem bateu e quem apanhou. A juventude vai às ruas para reivindicar o passe livre de forma mais intensiva.

Como é que é essa luta? Como que está o passe livre, ele precisa ser ampliado ou ele não existe? Quantos alunos estão fora das escolas?

Clabonde – A Urbs hoje ela vai fazer o quê? Ela vai dizer, como já vem dizendo, que há o meio-passe e que há o passe-livre. É um direito enfeitado, uma maquiagem que já caiu para a gente. Nós não acreditamos mais porque um número muito pequeno de estudantes consegue ter acesso á esse benefício. Às vezes até o cidadão tem direito á tudo aquilo que está colocado lá. Ele até se encaixa naqueles parâmetros para conseguir o passe.

O problema é que emperra na burocracia e não consegue esse benefício. Há muitos estudantes hoje que não conseguem ter acesso a sua escola próxima à sua casa, devido ao número pequeno de vagas e que não conseguem ter acesso ás escolas do centro porque não tem os R$ 3,80 para pagar a passagem e acaba ficando fora dos bancos, tanto das faculdades, das universidades, quantos das escolas do ensino básico e médio. A evasão escolar na educação básica, ainda em Curitiba é um número até pequeno, agora nas universidades, o estudante, por exemplo, do ProUni, ele vai ter muita dificuldade de consegui ir até a universidade.

Por isso não basta garantir o acesso, tem que garantir a permanência do estudante na escola. O passe livre é um mecanismo e por isso que a nossa reivindicação pelo passe livre não só para os estudantes da escola pública, é também para os estudantes que estão nas universidades pagas pelo ProUni, pelos bolsistas e também para a galera da universidade. É esse pessoal que está mais excluído ainda por causa da passagem, que tem que trabalhar para poder pagar a sua passagem e fazer a faculdade á noite.

Agora é fato que hoje você pega o número dos estudantes da cidade de Curitiba é maior que a população de Londrina. São mais de 700 mil estudantes. Esse é um número para cidade de Curitiba que ainda é pequeno se contar os estudantes da região metropolitana. Há muita gente que está fora da escola. Essa política da Urbs não é a mais correta com a juventude. Há casos e casos de adolescentes que estão indo para o mundo do crime, são detidos, presos, vão para os chamados centros de reabilitação. Para a Urbs está sendo muito mais fácil empurrar o jovem ao crime de que colocar ele dentro das escolas. Então, temos que procurar as medidas para colocar os jovens dentro das escolas e umas dessas medidas é o passe livre porque ainda há muita gente que está fora da escola por que não tem esse benefício.

Os estudantes falam da caixa preta da Urbs, que caixa preta é essa?

Clabonde – Em 2006, as nossas manifestações resultaram numa comissão, formado pela Urbs e pelas empresas de ônibus, pela prefeitura e pelas entidades estudantis para fazer a discussão do que, as planilhas de gasto da Urbs que há muito tempo estão escondidas.

Eu não sei qual é o medo da Urbs de esconder essas planilhas, esconder para aonde que vai o lucro das 28 empresas de transporte público de Curitiba, para aonde que vai o dinheiro dos dois milhões de passageiros diariamente na capital?

São dados que a gente não sabe e não refletem na qualidade do transporte coletivo. Está longe dizer hoje que o transporte de Curitiba é referência. Isso já ficou para trás. A gente não acredita mais nisso. Quem pega ônibus sabe muito bem que não mais essa a realidade da capital.

A gente quer saber da Urbs, aonde que está indo esse dinheiro porque não possível, não está sendo investido no transporte público, quem pega ônibus sabe muito bem do que eu estou falando. Cadê essas planilhas de custo da Urbs? Por que que não abrem isso? O que afinal que a Urbs tanto esconde?

Por que eles temem que a população fique sabendo quanto que entra e quanto que sai? Porque na prática isso não acontece. Eles escondem da gente e a gente fez simbolicamente na Boca Maldita, a quebrada da caixa preta da Urbs para ver se essa patifaria acaba de uma vez por todas para a gente ter acesso á isso porque é um direito do cidadão.

Frente Ampla

09/04/2008 at 22:19 1 comentário

Estudantes cascavelenses preparam novas ações de conscientização

Há alguns meses foram intensificadas as campanhas para que Cascavel atinja o coeficiente de 200 mil eleitores e, conseqüentemente, possa obter o direito da realização do segundo turno nas eleições municipais. O principal alvo das campanhas são os jovens entre 16 e 18 anos, que tem direito ao voto, mas não são obrigados a confeccionar o titulo eleitoral.

Mesmo sabendo da dificuldade da meta ser alcançada ainda nas eleições de outubro, uma vez que segundo os últimos dados do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), Cascavel conta com 180.068 aptos a votar, algumas entidades ligadas ao movimento estudantil parecem estar mais focadas na questão do que entidades de classe ou representativas que diminuíram o ritmo das discussões.

Pensando nisso, algumas entidades como a Aces (Associação Cascavelense dos Estudantes Secundaristas) e a UJS (União da Juventude Socialista) pretendem se reunir na próxima semana com o presidente da Câmara, Julio César Leme da Silva (PMDB), um dos que encabeçam o movimento pelos 200 mil eleitores, para apresentar algumas idéias e sugestões trabalhadas nos últimos meses e que pretendem colocar em prática antes do início das aulas na rede estadual de ensino.

O presidente da Aces, Felipe Lima de Ramos, explica que as ações da entidade são mais qualitativas do que quantitativas. “O que nós da Aces queremos é criar eleitores conscientes da importância do voto e não meramente forçar esse jovem entre 16 e 18 anos a tirar o titulo de eleitor. É preciso conscientização para que esse jovem não seja apenas mais uma massa de manobra”, falou.

O líder estudantil ressaltou que a entidade, em parceria com a UJS – que conta com o programa “Se liga 16” – está desenvolvendo materiais de panfletagens a serem distribuídos. “Nós faremos dois tipos de materiais, um especifico para ser entregue aos estudantes nas escolas e outro para ser entregue para o restante da população”.

Segundo Felipe Ramos, os secundaristas de Cascavel trabalham com uma margem de 10 a 15 mil estudantes em Cascavel, entre 16 e 18 anos, que tem o direito de retirar seus títulos de eleitor. Nos últimos dados oficiais divulgados pelo TRE, Cascavel apresentava 2.581 eleitores aptos com a faixa etária entre 16 e 17 anos e outros 12.761 eleitores aptos com idade entre 18 e 20 anos.

Para atingir os 200 mil são necessários quase 20 mil títulos, a serem regularizados até 7 de maio de 2008, quando termina o período de transferências de domicílio, revisão eleitoral e inscrições de novos títulos.

Conferência municipal
Além de trabalhar nas ações da campanha dos 200 mil eleitores em Cascavel, a Aces também se prepara para a realização da Conferência Municipal de Políticas Publicas para a Juventude, que será realizada entre os dias 27 e 29 de fevereiro, em local a ser definido.

O presidente da entidade, Felipe Ramos, informou que a Aces está atuando na organização das pré-conferências preparatórios para o evento, que serão realizadas nas escolas da rede estadual de ensino.

Além de discutir políticas públicas voltadas aos estudantes e a atual fase do movimento estudantil, a Conferência Municipal também indicará nove representantes de escolas de Cascavel que irão ser delegados da Conferência Estadual, que será realizada entre os dias 21 e 23 de março em Faxinal do Céu.

Jornal Hoje – Cascavel

06/02/2008 at 11:09 Deixe um comentário

Ubes de gás renovado elege Ismael Cardoso seu novo presidente

Ismael CardosoMostrando uma grande unidade da ampla maioria das forças que disputam o movimento estudantil, a chapa 4 “Estudantes brasileiros por uma educação de qualidade”, obteve 704 votos dos votos, elegendo Ismael Cardoso, filiado a União da Juventude Socialista (UJS), para estar presidir a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) nos p´roximos dois anos. A eleição ocorreu neste domingo (9) e reuniu do dia 6 a 9 de dezembro, em Goiânia (GO), 2.500 estudantes de todos os 27 estados brasileiros.

Foram credenciados 952 delegados que tiveram direito a voto durante a Plenária Final. Deste total, 839 votaram. Quatro chapas se inscreveram para disputar a presidência da Ubes. Mostrando uma grande unidade da ampla maioria das forças que disputam o movimento estudantil, a chapa 4 “Estudantes brasileiros por uma educação de qualidade”, obteve 704 votos dos votos, elegendo Ismael para estar à frente da entidade nos próximos dois anos.

A chapa 1 “Luta Secundarista: por uma Ubes na escola, nas ruas”, que tinha como candidata a estudantes de São Carlos (SP), Clara Cerminaro, 16 anos, obteve 7 votos. A chapa 2 “Rebele-se: a hora é essa. Educação como prática de liberdade” lançou o nome do estudante carioca Gregório Gould, 21 anos, e computou 69 votos. Já a chapa 3 “Juventude petista: a Ubes é pra lutar” não apresentou um nome para concorrer e conseguiu 59 votos.

O novo presidente da Ubes agradeceu o apoio e a confiança da maioria dos estudantes na escolha do seu nome. Disse que ele apenas é mais um dentro de uma gestão que pretende traçar uma linha de vitórias daqui para frente. Chamando todas as forças políticas para pensar uma Ubes para o próximo período, ressaltou que o momento é de unificação de idéias em torno de um pacto em defesa da educação básica.

Ismael destacou o vitorioso 37º Congresso, que, segundo ele, conseguiu reunir as principais lideranças estudantis do país com objetivo de formular propostas para fortalecer a Ubes e criar condições da entidade colocar cada vez mais estudantes nas ruas para pressionar pelas mudanças de que o país precisa.

Propostas

Desde a quinta-feira (6) os jovens de todos os estados brasileiros, com idades entre 15 e 22 anos, contagiaram a cidade coma disposição e irreverência do movimento estudantil. Após debates, grupos de discussões, e acaloradas disputa de idéias, eles elaboraram propostas que foram votadas e aprovadas na Plenária Final do 37º Conubes.

São resoluções que reafirmam a luta da entidade pelo Passe Livre, por mais investimentos na educação básica, em defesa de uma escola mais crítica e reflexiva e pela unidade do movimento social na construção de um projeto de desenvolvimento nacional que tenha os estudantes como protagonistas

Uma novidade aprovada neste 37º Conubes e que combate o machismo dentro do movimento estudantil é a reserva de 30% das vagas da diretoria da entidade para mulheres.

Despedida

O ex-presidente da Ubes, Thiago Franco, emocionou-se na Plenária Final ao fazer a sua despedida. Disse que sentirá falta da disposição em mudar o mundo que ele sempre vê em cada um dos jovens ali presentes. “Vendo essa plenária lotada, com certeza já dá uma saudade desta energia que é incrível. O pessoal fica quatro dias pulando, discutindo, cantando, dançando, pensando um país melhor e mostrando que a juventude está, sim, interessada em intervir nesta realidade”, falou.

Em entrevista ao EstudanteNet fez questão de destacar o papel de todos os diretores que estiveram juntos na gestão que se encerrou. “O trabalho em parceria teve conquistas históricas, como a retomada do terreno na Praia do Flamengo. Tenho a certeza de que a próxima galera vai dar continuidade a muita coisa conquistada nesses dois últimos anos”, despediu-se.

Perfil do novo presidente da Ubes

Com rápida ascensão no movimento estudantil, o estudante carioca de 21 anos que presidirá a Ubes no aniversário de seus 60 anos diz que a juventude brasileira continua rebelde, querendo fazer política do seu próprio jeito

Até chegar à presidência da Ubes, tudo aconteceu muito rápido na vida do carioca Ismael. Ele terá o desafio de conduzir, pelos próximos dois anos, a entidade que representa cerca de 50 milhões de estudantes secundaristas do Brasil. Aluno de um cursinho em São Paulo, aspirante ao curso de Economia, não tem histórico de militantes ou políticos na família: “Na verdade me apaixonei por isso tudo aos 14 anos, folheando um livro de história emprestado da minha irmã”, disse.

Dessa primeira apresentação à revolução cubana, Che Guevara e Fidel Castro, até a participação no grêmio da sua escola –o tradicional colégio Visconde de Cairu– foi um passo. Na verdade, entre 2002 e 2004, concorreu a três eleições para a presidência do grêmio. Perdeu as três, mas levou numa boa: “No movimento estudantil, aprendemos muito a respeitar o contraditório e a valorizar a saudável disputa de idéias. Perdendo ou ganhando, o que importa é construir consensos”, diz.

Mas não foi só o espírito político que Ismael aprendeu nesse período. Quando perguntado sobre dois livros que considera favoritos manda logo dois autores de economia: Celso Furtado e Caio Prado Júnior. Apesar de demonstrar um interesse acima do comum por esses temas, em relação aos outros jovens de sua idade, garante que não é “cabeção”. Como bom-carioca, no futebol prefere o Vasco, no carnaval é Salgueiro e, no samba, vai de Cartola e Paulinho da Viola.

Ainda enquanto aluno do Visconde de Cairu, Ismael se aproximou de uma galera animada com a reconstrução da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas (Ames-RJ), era a turma da União da Juventude Socialista (UJS) que se mobilizava para retomar a entidade que havia passado por um período sem atividades. Desse envolvimento, veio o convite para assumir, em 2004, o cargo de diretor de Políticas Educacionais da entidade.

Sua liderança o levou a ser eleito coordenador-geral das Ames em 2005. A gestão se destacou por ter reorganizado o movimento estudantil secundaristas no estado do Rio de Janeiro. A bandeira principal foi a luta em defesa do Passe Livre, com passeatas e muita pressão sobre os empresário do transporte público.

Passe Livre na Ubes

No final de 2005, participou do seu primeiro Congresso da Ubes, que elegeu o amigo Thiago Franco para a presidência. Foi também neste 36º Congresso que ele se viu de frente com um novo desafio: então com 19 anos, eleito para assumir a diretoria de Políticas Educacionais da Ubes, teve que deixar a Coordenação da Ames e se mudar para São Paulo, onde fica a sede nacional da entidade.

Já no começo da gestão, ajudou a construir um dos maiores movimentos da Ubes: o Dia Nacional de Luta Pelo Passe Livre, em 22 março de 2006. Essa série de manifestações reuniu, simultaneamente, cerca de 200 mil estudantes nas ruas em praticamente todas as capitais do país. A manifestação intensificou e tornou nacional o debate sobre o Passe Livre. Ao longo da gestão, acabou assumindo uma das funções de maior responsabilidade da Ubes: a tesouraria.

Proposta

Ismael se mostra seguro. Ele acredita que a Ubes pode, no próximo período, coordenar uma grande mobilização, em conjunto com os movimentos sociais brasileiros, em defesa de um pacto nacional pela educação. “As condições políticas são ideais para criar uma convergência numa ampla e unificada campanha, recolocando a educação básica como fator estratégico de desenvolvimento para o país”, diz.

Para a escola, defende uma reforma curricular que passe a priorizar a formação humana e reflexiva do estudante, com a implantação de gestões democráticas nas instituições. Considera o vestibular um processo injusto de seleção, que deve aos poucos ser substituído por uma nova forma de ingresso no ensino superior. “Isso deve ser muito pensado com todos os movimentos ligados à educação”, diz.

Repudia e promete derrubar a proposta de redução da maioridade penal, quer ver um investimento de 7% do PIB na educação e diz que vai lutar pela ampliação da reserva de vagas, nas universidades federais, para alunos da rede pública de ensino.

Pretende, ainda, priorizar a diversificação das pautas do movimento estudantil secundarista, trazendo para mais perto do estudante o debate de temas como a luta contra a homofobia nas escolas, a superação do machismo no movimento, a liberdade do conhecimento com a defesa do software livre e o combate ao racismo. “Isso sem perder de vista o caráter de enfrentamento que os estudantes secundaristas sempre tiveram, ampliando as mobilizações de rua e mantendo sempre a irreverência características da juventude”, ressalta.

Com muita coisa para falar e cheio de vontade de fazer, o presidente dos 60 anos da Ubes (que serão completados em 25 de julho de 2008) é uma prova de que a entidade continua revigorada, assim como a juventude brasileira, tão injustamente criticada. Teve ascensão rápida no movimento estudantil e garante que sua geração não é menos rebelde que outras: “A mídia tenta mostrar para o estudante que política é só o que se faz de errado na Câmara e no Senado, mas a política é muito mais. O jovem brasileiro quer fazer política do seu próprio jeito”, afirma.

Estudantenet

10/12/2007 at 08:35 Deixe um comentário

Nota Pública da UPES sobre o CEP

UPESA União Paranaense dos Estudantes Secundaristas vem por meio desta NOTA PÚBLICA, reafirmar sua luta histórica pela democratização no ambiente escolar e no geral da sociedade, pois sempre tivemos este debate em pauta, defendendo até mesmo em tempos de ditadura militar o direito de ir e vir.
 
Hoje no Colégio Estadual do Paraná nós estudantes vivemos um momento ímpar, em que se tem abertura de diálogo e acesso a um estabelecimento de ensino público que por longos anos sofreu ataque da elite em conjunto com o processo de sucateamento dos projetos políticos anteriores. Passamos por um processo de transição, em que se permite dar aos filhos do povo seu devido lugar, que é dentro das salas de aula.
 
Os estudantes que um dia pintaram a cara e ganharam as ruas, possuem dentro de si uma rebeldia conseqüente, e jamais se tornaram massa de qualquer manobra que tenha a intenção de apenas desgastar politicamente este ou aquele governo, nossa discussão se dá sobre um levantamento histórico, que mostra todos os diretores gerais das escolas paranaenses sendo cargos de indicação dos governadores. Também não se analisa de forma superficial e precipitada, há um caso em especial, trata-se do Colégio Estadual do Paraná, o mais antigo do Estado.

Atualmente somos 5.050 vozes, estudantes que se dedicam a manter o alto padrão de qualidade educacional do CEP, o orçamento de milhões não caberia em estrutura diferente, tudo isto sobre a tutela de excelentes formadores de opinião. A esses e todos os que se sentiram frágeis em meio as manifestações que clamavam “democracia”, prestamos nossa solidariedade.

Queremos aproveitar a fomentação do debate sobre a gestão democrática para dizermos que não é mudando uma peça que se avança no jogo, estamos dando passos importantes para alcançar aquilo que queremos, eleição direta para diretor. A implantação de democracia no país conforme levantado no primeiro parágrafo, não se deu do dia para noite, isso demanda debate, por que não realizarmos um grande debate sobre o assunto? Ouvindo os vários posicionamentos, como vem sendo feito de forma desordenada no Colégio Estadual do Paraná, até porque ainda se tem desavizados jogando o foco e personificando o problema na Profª Maria Madselva Ferreira Feiges, defensora das eleições diretas e grande contribuidora pedagógica para o Paraná.

O forte poder mobilizador da juventude não deve ser direcionado para bandeiras de lutas equivocadas, em momentos de oportunismo, mas a roda da história por nós muitas vezes girada, prova que movimento iniciado assim, pelo interesse de poucos e envolvimento de muitos não se perdura. Quem anda hoje pelos corredores do CEP muito bem sabe que está abafada a ação golpista por parte de alguns.

 O estudante já usou muitas vezes o velho e bom “nariz vermelho”, mas não é palhaço, e quem ousar nos fazer de “bobos da corte” terá seu tempo devido para que se tomem as providências necessárias.

 Sempre fizemos, e continuaremos fazendo barulho para sermos ouvidos, mas não nos limitados a uma única bandeira de luta, ou há 25 reivindicações, e saberemos utilizar da abertura que temos com nossos representantes para continuar garantindo o espaço democrático que temos, onde se pode manifestar opiniões divergentes sim, mas não da maneira que se fez. A UPES quer garantir o direito do estudante estar em sala de aula, ainda mais ao final do ano letivo em que se acumulam ainda mais os afazeres, e com a força de nossa voz reivindicar o que de fato todos os estudantes do Colégio Estadual do Paraná querem e são exemplo, educação pública, gratuita e de qualidade.

Curitiba, 29 de Novembro de 2007.

29/11/2007 at 23:50 1 comentário

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