Posts filed under ‘Internacional’

Cinco dias na terra de Bolívar

fdim*Elza Maria Campos

O espaço aéreo da Venezuela não tem só aeronaves, mas ainda continua sendo cruzado também por mosquitos transmissores de febre amarela… E eu me esqueci destes últimos! Resultado: atrasei minha chegada a Caracas em mais de um dia por falta da vacina anti-amarílica, exigida em vôos internacionais para aquela região. A injeção ainda doía no braço durante as mais de cinco horas de vôo, mas o contentamento por poder representar a União Brasileira de Mulheres no XIV Congresso da FDIM (Federação Democrática Internacional de Mulheres) suplantava o desconforto.

Simon Bolívar, aí vou eu! Desembarquei no dia 11/04 no Aeroporto Internacional que leva o nome do revolucionário sul-americano e, bagagem na mão, fui em busca de alguma referência da organização do Evento. Lá encontrei Lúcia Rincon, também delegada da UBM, cuja fluência em inglês prontamente ajudou duas sul-africanas a se localizarem. Meu conhecimento de espanhol, embora muito modesto, ajudou a travar relações com as nicaragüenses que acabavam também de chegar. De resto, ficamos à vontade com a gentileza da graciosa militante da juventude do Partido Comunista, que, toda sorrisos, nos recepcionou no aeroporto e acompanhou durante longas horas na espera do carro que levaria ao credenciamento do Congresso.

No percurso desde o aeroporto até o Hotel Hilton, pela janela do veículo começamos a conhecer facetas da capital venezuelana, uma bela cidade engastada num grande vale entre montanhas salpicadas de casas nas encostas. Corriam ante nossos olhos muros e painéis ilustrados com saudações a Simon Bolívar, emulado pelo governo federal como herói de ontem e de hoje do povo venezuelano. Nesses painéis também se lê frases de chamamento à consciência popular, sobre a educação, a saúde, a habitação, o meio ambiente e o poder popular, pondo em destaque o reconhecimento ao Presidente Hugo Chávez.

Ao Congresso da FDIM, cujos trabalhos se deram no Teatro Tereza Carreño, acorreram cerca de mil mulheres, representando 91 países, cujo conjunto proporcionava um multicolorido espetáculo de tipos de beleza e indumentárias diversificadas das delegadas e invitadas. Em meu primeiro dia, a plenária de debates e de apresentação do trabalho dos grupos propiciou novas doses de conhecimento e cultura sobre aquela multidão de nações. Mulheres de diversos países registraram suas opiniões e denúncias contra manifestações de discriminação e de opressão, em particular da opressão político-econômica do imperialismo.
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07/03/2013 at 09:20 Deixe um comentário

A trajetória e o legado de Hugo Chávez

VENEZUELAFabio Anibal Goiris*

Em 14 anos de governo de Hugo Chávez, os índices de analfabetismo foram reduzidos a zero. Nos últimos dois anos, o projeto ‘Gran Misión Vivienda’ construiu 350 mil casas populares, metade das quais foi edificada em parceria com mutirões de comunidades organizadas.

O número de médicos por 10 mil habitantes subiu de 18 para 58. Só o sistema público de saúde dispõe de 100 mil médicos, dos quais cerca de 30 mil são cubanos que vivem há cinco anos nas favelas que cercam Caracas, oferecendo atendimento gratuito e permanente a milhares de pessoas. A taxa de mortalidade infantil desabou de 25 para 13 óbitos por mil nascidos vivos e 96% da população tem acesso à água potável.

O coroamento dessas políticas sociais implantadas sob o comando de Chávez não poderia ser outro: em levantamento recente, realizado pela Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe) em 18 nações da América Latina e do Caribe, a Venezuela aparece em primeiro lugar como o país com a mais baixa taxa de desigualdade social.

Quem escreveu estes parágrafos com grande acuidade, veemência e espírito democrático é o jornalista e escritor brasileiro Fernando Morais, autor dos consagrados livros ‘A Ilha’, ‘Olga’ e ‘Chatô, o Rei do Brasil’.

Pode-se acrescentar ainda que a burguesia petroleira de velha Venezuela – que estava no poder por mais de meio século – foi arrastada politicamente do poder por Chávez e pelo povo da Venezuela e colocada na berlinda (Chávez ganhou democrática e seguidamente quatro eleições). Este processo fez com que a fortuna e o dinheiro da exploração do petróleo (e da força de trabalho popular) não fossem mais enviados para as contas bancárias particulares de Miami e da Suíça.
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07/03/2013 at 09:03 Deixe um comentário

Chávez: morre o revolucionário, mas seguirá a revolução bolivariana!

chavez

No início da noite deste dia 5 de março, em Brasília, com sentida emoção e forte impacto recebemos a notícia do falecimento do destacado revolucionário da Venezuela e da América Latina, presidente Hugo Chávez. Acompanhávamos com esperança a última batalha travada por Chávez, desta vez pela própria vida, luta que empreendeu com força de vontade e altivez. Mas, infelizmente, a doença foi mais forte e o levou.

A vitória de Hugo Chávez para presidente da Venezuela, em 1998, inaugurou um ciclo político progressista na América Latina, em especial na nossa América do Sul. Um ciclo que prossegue vigoroso, propiciando a vários países e povos da região democracia, desenvolvimento soberano, sensível melhora da qualidade de vida dos trabalhadores e, ainda, o avanço da integração solidária entre as nações. Chávez, além de dedicar o melhor de si pelo desenvolvimento de seu país e pelo bem estar de seu povo, foi um intrépido entusiasta desse processo de integração, tanto com a Alba (Aliança Bolivariana para as Américas) quanto com o Mercosul. Em julho de 2012, quando se formalizou a entrada da Venezuela neste bloco, ele proclamou: “Nosso norte é o sul”.

Chávez, juntamente com o ex-presidente Lula e outras lideranças da região, travaram a luta vitoriosa que sepultou a Alca, projeto neocolonialista dos Estados Unidos. Por isto, uma grande dimensão de Chávez se revela pelo seu legado patriótico e internacionalista, um adversário ferrenho do imperialismo e defensor da amizade e da cooperação entre os povos.

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06/03/2013 at 09:33 Deixe um comentário

Chico Brasileiro rebate críticas contra Fidel Castro

Durante a palavra livre, na sessão de hoje, 20/02, o vereador comunista e presidente do PCdoB de Foz do Iguacu, Chico Brasileiro, rebateu as críticas que os meios de comunicação fizeram após o Líder cubano, Fidel Castro ter anunciado que não aceitaria mais continuar como Governante do país. “A gente escutou um grito uníssono se espalhar pelo mundo, de que a democracia agora vai reinar em Cuba, como se a democracia da guerra reinasse nos EUA, como se o democracia da miséria reinasse nos EUA”.

O vereador relembrou aos membros da Casa, a situação em que se encontrava Cuba antes da revolução, quando “os EUA faziam de Cuba, um quintal de prostituição, era esse o respeito que os americanos tinham povo cubano: uma ramificação da prostituição americana”.

Em quase meio século, Fidel Castro conseguiu reduzir drasticamente o índice de analfabetismo, desemprego e mortalidade infantil. Números inferiores aos das maiores potências econômicas. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ficou entre os seis melhores do mundo. Cuba, apesar do grande bloqueio econômico dos EUA e das potências européias, conseguiu se consolidar em um cenário hegemonicamente capitalista. “Cuba conseguiu dar dignidade ao seu povo, será que isso não tem valor?”, questionou o vereador comunista.

Segundo Brasileiro, o socialismo se consolidou em Cuba, diferente de outros países, porque foi o povo que fez a revolução e que por isso nenhum dos atentados americanos conseguiu destituí-la. “Temos que olhar para o olhar para o legado social engendrado por Fidel Castro, olhar para Cuba como um país irmão que buscou construir uma nação, ao contrário de muitos paises entreguistas que crescem às custas do povo. À Fidel Castro e Che Guevara, minhas homenagens pelo grande legado à América Latina”.

20/02/2008 at 19:59 Deixe um comentário

Fidel Castro, um símbolo dos oprimidos

Esmael Morais *

Dizem que Fidel Castro é um ditador em Cuba. Pode até ser, mas em conformidade com a vontade do seu povo. Portanto, em sintonia com a maioria. Aqui no Brasil também há uma ditadura vigorosa e plena. É a ditadura dos ricos, que cada vez mais exploram os pobres; ficam mais ricos e concentram a renda como em nenhuma outra parte do planeta.  Na “democracia brasileira” todos, sem exceção, têm o direito de morrer de fome; de dormir ao relento; de adoecer e encontrar-se literalmente com Deus antes do tempo; de ficar condenado ao obscurantismo devido ao analfabetismo. Aos socialistas esta democracia não serve, não presta!

Fidel Castro não renunciou. Apenas deixou o cargo que ocupava. É ainda deputado eleito. Continuará lutando pela libertação dos povos latino-americanos. Mostrou grandeza ao abrir uma avenida para as novas lideranças. É um exemplo, um símbolo para os povos oprimidos do mundo todo. Junto com Che Guevara, garantiu lugar na história ao resistir por tanto tempo o demônio do imperialismo. Mostrou que é possível pensar diferente, defender uma moral mais avançada do que a burguesa, mesmo sendo numericamente inferior. Mostrou garra e dignidade nesses 49 anos de luta. Foi o Davi que resistiu ao gigante Golias; enfrentou com sagacidade os imperialistas sedentos pela sua queda e até eliminação física. Derrotou a todos.

Fidel é um homem ímpar na história da humanidade. Brilhante estadista. Esse gesto do comandante-em-chefe, de deixar a presidência, é mais um daqueles que sempre deram xeque-mate nos conservadores de plantão. Aliás, esses mesmos senhores do capital internacional julgam que tudo sabem. Mas na realidade não passam de ignorantes. Acreditam erroneamente que, se Fidel Castro um dia faltar, o regime desaparecerá da face da Terra. Desconhecem a luta dos cubanos e a construção do resistente sistema daquele país caribenho, que é à prova de facínoras. Ignoram que essa edificação ideológica é coletiva e traduziu-se em conquistas sociais bem sedimentadas.

Os conservadores acham que o regime de Cuba vai cair. Especulam sobre o afrouxamento ideológico daqui para frente. Neste momento de êxtase – quase frenesi – esquecem até que o experimentado povo cubano resiste há quase cinco décadas ao criminoso bloqueio econômico. Os imperialistas já levaram muitas coças da pequenina Cuba. Em diversos momentos históricos perderam o embate político e ideológico tendo o comandante Fidel à frente, na vanguarda. Agora não vai ser diferente. O socialismo triunfará!

* Esmael Morais é colunista. Excepcionalmente escreveu nesta quarta-feira.

20/02/2008 at 14:55 Deixe um comentário

Presidentes assinam Ata Constitutiva do Banco ALBA

No dia escolhido pelos movimentos sociais para visibilizar suas lutas contra o neoliberalismo – o último sábado (26), no Dia de Ação Global -, os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela; Evo Morales, da Bolívia, Daniel Ortega, da Nicarágua, e o vice-presidente cubano, Carlos Lage, assinaram a Ata Constitutiva do Banco ALBA, cujo objetivo também é livrar os países da América Latina da dependência neoliberal.

Em reunião na quinta-feira, decidiu-se que a Ata de Fundação do Banco ALBA deve dar resposta às necessidades dos países, em contraposição às instituições financeiras com mecanismos de dominação. Além disso, o projeto de Convênio Constitutivo do Banco é concebido como um mecanismo democrático de tomada de decisões, porque cada país representado nessa entidade tem um voto, independente do capital acionário e do aporte financeiro com o qual contribuiu.

Para Lage, o nascimento de instituições financeiras regionais, como o Banco do Sul e o Banco Alba, é bom para que as nações da América Latina pensem em colocar suas reservas -ou parte delas- nesses órgãos bancários multilaterais, assim que estejam consolidados; porque a queda do dólar é iminente e causará um dano irreparável à economia mundial.

O banco, que será presidido por um diretor executivo de caráter rotatório, terá um capital inicial de um milhão de dólares. Os aportes de cada país dependerão das possibilidades individuais. A entidade beneficiará cerca de 53 milhões de pessoas, número que pode aumentar à medida que outros países se incorporem ao banco. Será preciso dois meses para a estruturação do banco em relação à plataforma de recursos humanos, tecnológicos, financeiros, legais e os mecanismos internos de decisão.

Durante a assinatura da ata, o presidente venezuelano destacou a independência do Banco frente às incertezas do mercado internacional: “Enquanto as bolsas de valores caem, na Alternativa Bolivariana para América Latina e Caribe (ALBA) estamos inaugurando bancos. Não temos nada a dever a Wall Street”.

Já o cubano Carlos Lage disse que a crise norte-americana terá um forte impacto nas demais nações do mundo, e por isso a ALBA deve constituir-se em uma ferramenta para a integração dos países da América Latina.

“A ALBA deve ser um instrumento para lutar contra o imperialismo e a ditadura mundial, pois só a integração latino-americana permitirá criar as bases para enfrentar as conseqüências que trarão para o mundo a depreciação do dólar e a cries econômica dos Estados Unidos”, acrescentou Lage.

De acordo com o presidente da Nicarágua, os convênios e acordos de cooperação, assinados por alguns países no marco da ALBA, são uma mostra clara das intenções de se fortalecer, não só dianto dos embates com os EUA, mas também criando bases para enfrentar uma crise econômica mundial que será originada pelo excesso de consumo capitalista e pelas debilidades que começam a refletir na economia estadunidense.

Com informações da Imprensa Presidencial da Venezuela.

27/01/2008 at 08:58 Deixe um comentário

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