Renato: “Sem conhecimento teórico não há luta revolucionária”

21/01/2013 at 23:15 Deixe um comentário

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Começou neste domingo (20) o Curso Nível III da Escola Nacional de Formação do PCdoB. Reunidos em Atibaia, cidade localizada a 70 km da capital paulista, cerca de 120 quadros do Partido – dirigentes estaduais, parlamentares, membros do Comitê Central e lideranças das diversas frentes e movimentos de massa do PCdoB – irão debater e aprofundar nos próximos dias conhecimentos sobre filosofia, economia, Estado, classes sociais, socialismo e Partido. Antes da aula inaugural, tradicionalmente proferida pelo presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, foi realizada uma homenagem aos 10 anos de relançamento da Escola Nacional de Formação. O secretário nacional de Formação e Propaganda do PCdoB, Adalberto Monteiro, abordou a necessidade da capacitação teórica e política da militância comunista brasileira para que o Partido possa desempenhar suas responsabilidades no governo, nas lutas de ideias, nos movimentos sociais e no Parlamento. 

A coordenadora Pedagógica da Escola Nacional de Formação, Nereide Saviani, falou dos 10 anos de relançamento da escola, em janeiro de 2003, através do trabalho de Formação com a concepção de Escola Nacional com as seções estaduais – combinando centralização e descentralização. Nereide fez uma apresentação sobre o trabalho da Escola na fase atual e lembrou a trajetória da formação teórica do PCdoB presente ao longo dos 90 anos do Partido. “Chegamos aos 10 anos de relançamento da Escola com a sensação de muito trabalho realizado e muito esforço. Com problemas e espinhos no caminho, mas também com muitas flores e frutos.”

Em sua fala, Dynéas Aguiar – um dos responsáveis pela organização, direção e elaboração curricular dos cursos regulares do Partido – afirmou que a melhor forma de iniciar um ano é ao lado do coletivo partidário e de “nossos companheiros de luta – aqueles em que nós confiamos a nossa própria vida quando necessário”. Ele lembrou a necessidade da formação teórica para a prática das atividades partidárias e ressaltou que no fim da década de 1980 e começo da década de 1990, quando muitos partidos fecharam suas escolas de formação, o PCdoB reabriu e intensificou a luta pela difusão da teoria marxista. “Reabrimos dizendo que o socialismo vive, nós somos o futuro, nós somos socialistas. Esse que é, portanto, o valor da nossa Escola. Aproveitem ao máximo.”

Renato Rabelo reafirmou que a Formação e a Comunicação são frentes de trabalho prioritárias do Partido. “É preciso ter uma escola porque somos um Partido da ciência, de ideias e que pretende construir uma sociedade superior à capitalista. Isso requer o domínio da ciência e o domínio da teoria, sobretudo, o conhecimento da transformação da sociedade.”

“Nossa escola se baseia na doutrina social, econômica e filosófica mais avançada até agora que surgiu na história da humanidade, que foi criada por Marx. Por isso nosso Partido tem uma base teórica definida. Nós não somos um partido eclético – que pega o pedaço de uma teoria e de outra. A nossa base teórica de Partido é o marxismo. Nosso Partido tem uma teoria muito definida e a Escola visa levar em conta os nossos ideais com base nessa doutrina, mas visa também orientar os nossos quadros e a nossa militância para a nossa luta. Nossa Escola tem um fito muito claro que é a práxis, a luta política e a luta revolucionária. Sem o conhecimento teórico não vamos ter luta política, transformadora e revolucionária.”

Crise estrutural do capitalismo

Em sua aula, o presidente nacional do Partido fez uma análise aprofundada sobre o mundo atual – crise, instabilidade e sucessivos focos de guerra – e as perspectivas dos comunistas brasileiros. Renato disse que a crise econômica sistêmica em curso no mundo acelera o declínio da hegemonia do imperialismo norte-americano, acentuando também a decadência das velhas potências europeias.

“Na situação de conjunto, verifica-se a tentativa dos países ricos de sair da crise, tendo como consequências mais importantes a intensificação da exploração das massas trabalhadoras e empurrar o pesado ônus da crise para a chamada periferia do sistema, passando a repercutir nas economias nacionais chamadas de emergentes, como a do Brasil.”

Renato falou da pressão comercial das potências capitalistas sobre os países em desenvolvimento, acarretando graves problemas cambiais e produtivos e ameaçando a soberania nacional destas nações, intensificando a exploração dos trabalhadores através dos pacotes de austeridade, diminuindo o mercado interno e, consequentemente, retraindo as exportações daquelas nações.

Brasil 

O dirigente nacional avaliou as tendências atuais no Brasil e as perspectivas eleitorais de 2014. Segundo ele, a despeito da avassaladora campanha antipetista no pleito de 2012, através da exploração exaustiva do julgamento da Ação Penal 470, conhecida como “mensalão”, as forças progressistas brasileiras acumularam importantes vitórias.

Ele ressaltou a conquista da Prefeitura de São Paulo – principal reduto do tucanato paulistano. Respectivamente, PSDB e DEM perderam o comando de 90 e 200 prefeituras em todo o país. A oposição, no seu total, teve 30 milhões de votos a menos que os alcançados na última eleição.

Diante do crescente apoio da maioria da nação à presidenta Dilma Rousseff, o dirigente comunista transcorreu sobre o acirramento da disputa política no Brasil – formada por forças conservadoras, elites reacionárias e a grande mídia constituída por quatro grandes grupos econômicos de origem familiar.

“Esta ofensiva se caracteriza pelo seu autoritarismo, forte poder midiático, que em última instância é contra a esquerda, as ideias democráticas e da soberania do país, de parceria e solidariedade com os nossos vizinhos do continente. Estes são os divisores de águas entre nós e eles.”

Para ele, a situação se agrava pelo insucesso “das prédicas neoliberais, resultante da grande crise capitalista, pela ausência de uma alternativa e projeto oposicionista para enfrentar o projeto nacional liderado por Lula/Dilma”.

Renato falou ainda sobre a realização do 13º Congresso do PCdoB, em novembro deste ano, que deverá se concentrar no balanço do período Lula/Dilma e na atualização da perspectiva para o Brasil.

“O 13º Congresso do PCdoB deve fazer o balanço da evolução do seu caminho, exposto no seu programa, definido pelo Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. E a partir disto, distinguir avanços e limites, indicando como avançar, ressaltado novas questões para o embate, e sendo necessário, realizar ajustes que possam repercutir na estratégia – transição ao socialismo nas condições do Brasil. Devemos trabalhar no sentido de que o Brasil precisa de nova arrancada, para um país desenvolvido, soberano, democrático e de progresso social.”

Por Mariana Viel, da Redação do Vermelho

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