“Não há solução militar para o conflito na Síria”, diz Dilma na ONU

25/09/2012 at 14:08 Deixe um comentário

A presidente Dilma Rousseff fez o discurso de abertura nesta terça-feira (25), em Nova York, da 67ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em sua fala no evento, ela ressaltou que o Brasil condena “nos mais fortes termos” a violência que provoca mortes no conflito na Síria e afirmou que “não há solução militar para a crise”.

“Hoje assistimos consternados a evolução da gravíssima situação da Síria. O Brasil condena, nos mais fortes termos, a violência que continua a ceifar vidas nesse país”, disse a presidente.

“Lanço um apelo para as partes em conflito que deponham as armas e juntem-se aos esforços de mediação do representante especial da ONU e da Liga Árabe. Não há solução militar para a crise síria”, afirmou ela.

“A diplomacia e o diálogo não são a melhor, mas a única solução”, disse a presidente brasileira, que foi a primeira chefe de Estado a discursar no evento.

Dilma afirmou que responsabiliza o governo do presidente Bashar al-Assad pela violência, mas também estendeu as críticas aos governos estrangeiros que atuam para armar os rebeldes.

A guerra civil na Síria já matou mais de 20 mil pessoas desde o início dos conflitos em março de 2011, sem que os esforços das Nações Unidas para obter um cessar-fogo tenham alcançado sucesso. O conflito é um dos grandes temas da assembleia este ano.

Antes da presidente brasileira, falaram Ban Kin-Moon, secretário-geral da entidade, e Vuk Jeremić, sérvio que é o presidente da Assembleia Geral.

Manifestações islâmicas

Em sua fala, Dilma também afirmou “repudiar” o preconceito contra o islamismo, assim como o ataque à missão diplomática dos EUA que resultou na morte do embaixador americano na Líbia.

A presidente se referiu a um filme que satiriza o profeta Maomé, que gerou uma onda de manifestações contra missões diplomáticas americanas em países muçulmanos.

Na mais grave delas, o embaixador americano na Líbia foi morto no consulado do país na cidade de Benghazi. O episódio foi classificado pela presidente como “ato de terrorismo”.

“Registro nesse plenário nosso mais veemente repúdio à escalada de preconceito islamofóbico em países ocidentais”, disse a presidente. “Com a mesma veemência, repudiamos os atos de terrorismo que vitimaram diplomatas americanos na Líbia.”

Junto com o embaixador, morreram outros três americanos no ataque em Benghazi.

Palestina, Cuba e reforma da ONU

Assim como fez em seu discurso à Assembleia Geral no ano passado, Dilma defendeu o reconhecimento da Palestina como membro pleno das Nações Unidas e o fim do embargo dos Estados Unidos contra Cuba.

“Cuba tem avançado na atualização de seu modelo econômico e, para seguir em frente nesse caminho, precisa do apoio de parceiros próximos e distantes”, disse.

“É mais do que chegada a hora de por fim a esse anacronismo (embargo) condenado pela imensa maioria dos países das Nações Unidas.”

A presidente também reiterou a defesa das reformas das instituições multilaterais de governança global, em especial do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

“O fortalecimento das Nações Unidas é extremamente necessário nesse estágio em que estamos, onde a multiplicidade abre uma nova perspectiva histórica. É preciso trabalhar para que assim seja”, afirmou.

Comércio internacional

A presidente brasileira também procurou rebater as críticas de que os países em desenvolvimento estejam praticando protecionismo comercial.
“Não podemos aceitar que iniciativas legítimas de defesa comercial por parte dos países em desenvolvimento sejam consideradas [como] protecionismo”, disse a presidente.

A fala é uma referência a iniciativas a exemplo do Brasil, que elevou recentemente as alíquotas de importação de uma centena de produtos ainda no início deste mês.

Dilma defendeu essa prática de “defesa comercial” como uma resposta das economias emergentes ao chamado “tsunami monetário”, a emissão de dinheiro pelos países ricos para combater a crise econômica.

Em paralelo, os países ricos, principalmente na Europa, têm insistido em executar medidas de austeridade fiscal de modo a reduzir seus deficits públicos, o que também mereceu críticas da presidente brasileira.

“A opção por políticas fiscais ortodoxas vem agravando as economias desenvolvidas, com reflexos nas economias emergentes, inclusive o Brasil”, afirmou.

“A política monetária não pode ser a única resposta para resolver o crescente desemprego, o aumento da pobreza e o desalento que afeta no mundo inteiro as camadas mais vulneráveis”, acrescentou.

fonte: gazeta do povo

Assista na íntegra

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