Um retrato do momento

Milton Alves*

A pesquisa de opinião sobre os candidatos que disputam a Prefeitura de Curitiba, realizada pelo Datafolha e divulgada hoje pela RPC/Globo, retrata o momento inicial da campanha eleitoral. Como assinalou o candidato do partido Ricardo Gomyde, “a população ainda não despertou para as eleições”. A afirmação do candidato é verdadeira e expressa um estado de ânimo da população, que vai se ligando na disputa quando entra em cena o horário eleitoral gratuito.

O fato do amplo favoritismo do candidato da situação (72% das intenções de voto), que além do peso da máquina logrou reunir um amplo leque de apoios, também é representativo da atual fase da campanha. O candidato do PSDB tem se utilizado de amplo esquema de divulgação e propaganda das ações em curso da administração municipal. Portanto, segue em campanha, alavancado pela “maquinaria” da prefeitura.

A candidata do PT Gleisi Hoffmann obteve na pesquisa um certo crescimento, saltando para 12%. Na pesquisa anterior do Instituto paranaense Paraná Pesquisa ela não chegava aos 5%.

As outras candidaturas continuam praticamente estacionadas considerando a margem de erro de 3% para cima ou para baixo. Fábio Camargo (PTB) 3% e Carlos Moreira empacado em 1%. O candidato Bruno Meirinho(PSOL) aparece com 1%.

Em relação à candidatura do camarada Gomyde ainda estamos iniciando o nosso movimento eleitoral. Ou seja, ainda é cedo para avaliarmos as potencialidades e limites da candidatura. O que temos certeza é que devemos apresentar uma campanha arejada, propositiva, demarcando com o consórcio político que dirige a cidade há mais de vinte anos. Vamos seguir em frente, realizando uma combativa e vibrante campanha, travando um consistente dialógo com amplo setores da sociedade curitibana. Afinal, Curitiba quer e precisa de mais!

A pesquisa do Datafolha ouviu pouco mais de 900 eleitores. Quanto ao foguetório tucano é bom lembrar “que só peru morre de véspera”. Que em política o relógio que marca o tempo tem uma rotação com variáveis de infinitas possibilidades.

*Presidente estadual do PCdoB e membro do Comitê Central

3 Respostas

  1. Gomyde fez mais de 21 mil votos em Curitiba para deputado federal. Para prefeito, vamos surpreender. Tocaram a mão num ninho de marimbondo. Tá chamada à mística a militância do PCdoB. Vamos à rua, demonstrar que essa pesquisa é furada. Serei dez vezes mais entusiasmado que antes. Precisávamos dessa provocação. Agora, é com a gente!!!

  2. Agora é com a gente. Eu tava meio devagar. Agora vou com tudo. Vamos nos tranformar em dez. É Gomyde, é PCdoB!!!

  3. Realmente a pesquisa Datafolha não esclarece nada além de expressar o amplo conhecimento da candidatura Richa, como não poderia ser diferente, haja vista a ampla exposição e boa vontade que a grande mídia sempre lhe garante e o ciclo de obras de urbanização ‘vitrineiras” nos últimos meses. Complementarmente o tucano alugou para sua frente grande número de partidos menores.

    Note-se que a amostra usada na pesquisa é pequena, tanto que a margem de erro não é das mais baixas, pois 3% pode ser considerada uma margem praticamente inútil para se avaliar candidaturas que estão ainda no patamar do dígito único. Ou seja, quem tem 1%, teoricamente tanto pode ter 4% como pode ter BEM MENOS que 1%. Igualmente, quem apareceu na pesquisa com uma média inferior a 1% – caso da candidatura Gomyde – pode de fato estar com 2 ou 3% ! No caso de percentuais muito baixos, a margem de erro de 3% atrapalha totalmente a avaliação e só serve para quem está acima de 10%, caso de Gleisi e Richa. Além disso, a amostragem pode ter atingido nichos de entrevistados circunstancialmente desconhecedores do quadro completo de candidaturas.

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