Relançamento de “As moças de Minas” lota Palácio dos Leões, em Curitiba

relançamento de Moças de MinasO Palácio dos Leões – espaço cultural do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul (BRDE) em Curitiba – foi pequeno para receber as mais de 200 pessoas que se reuniram no lançamento da edição revisada e atualizada do livro “As moças de Minas”, do jornalista e escritor paranaense Luiz Manfredini, na noite da última quinta-feira. O governador Roberto Requião e sua mulher Maristela prestigiaram o evento, ao lado de secretários do Governo do Paraná e da Prefeitura de Curitiba, lideranças políticas, dirigentes sindicais, , jornalistas e intelectuais.

Lançado originalmente em 1989, “As moças de Minas” está sendo reeditado como parte das comemorações dos 40 anos das jornadas de 1968. Já estão marcados lançamentos em Florianópolis e Salvador.

Em “As moças de Minas”, Manfredini narra a dramática história de cinco jovens estudantes presas em Belo Horizonte, em 1969, por suas atividades de resistência ao regime militar – que incluíram sua transformação em operárias e camponesas para despertar as lutas sociais – e os terríveis sofrimentos pelos quais passaram. Ao contar essa história, Manfredini traça um panorama dos anos 60 no Brasil, particularmente pós-64, sob o regime militar.

Manfredini e RequiãoSe em “As moças de Minas” Manfredini examina os 60 com a lupa da investigação jornalística, no romance “Memória de Neblina”, com lançamento previsto para novembro próximo, o faz com a lente da ficção, descortinando o mundo a um só tempo dramático, suave e até engraçado daquela geração de românticos e rebeldes. “Memória de Neblina” desvenda uma comovente história de meninos dos anos 60 que mesclavam sonhos de transformação do mundo com os arroubos lúdicos de sua adolescência ainda carregada de infância.

Obra inestimável.

Emiliano José, jornalista, escritor, ex-deputado estadual pelo PT da Bahia e autor, entre outros, do clássico “Lamarca, o capitão da guerrilha”, assina a orelha de “As moças de Minas”. E garante: “O romance-reportagem de Luiz Manfredini, que a gente lê de um só fôlego pela força da história e pelo talento do autor, é uma dessas contribuições inestimáveis à compreensão do que a ditadura era capaz de fazer com seus adversários”.

Segundo Emiliano, “Manfredini escreve com a força do romancista, sem deixar de ser jornalista. Constrói com delicadeza os seus personagens reais, em meio ao terror, ao sangue, à violência desmedida e ao mesmo tempo metódica. Jornalistas como Manfredini não fingem qualquer imparcialidade. Têm lado”. E acrescenta: “Ter lado, no entanto, não o livra da apuração rigorosa, ao contrário. Ele deve procurar a verdade em meio àquele cipoal de fatos aparentemente desconexos. E ele o faz de modo primoroso”.

O livro também entusiasmou a jovem deputada federal gaúcha Manuela d’ Ávila (PCdoB),  a mulher mais votada no Brasil para a Câmara Federal em 2006. Ela nasceu mais de 20 anos depois dos acontecimentos narrados em “As moças de Minas”. “Muitos da minha geração ainda desconhecem o quanto foi preciso lutar – e sofrer – para que o Brasil conquistasse os espaços democráticos que usufrui hoje”, garante Manuela. Para a jovem parlamentar, em sua obra “Luiz Manfredini abre as portas de uma memória dolorosa, mas necessária, para que esse período dramático da nossa história jamais seja esquecido pelos que o vivenciaram e não deixe de ser conhecido pelos mais jovens”.

Uma resposta

  1. Parabéns Manfra pelo relançamento e pelo prestigio registrado no evento.
    vou aproveitar uma das fotos para ilustrar minha coluna semaal.
    abraços
    Ceni

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