Na semana passada, o tema central da assembléia-geral que deveria eleger a nova diretoria do Atlético foi a Copa de 2014. Através de seu vice-presidente jurídico, Marcos Malucelli, o Rubro-negro reclamou de isolamento nas negociações para viabilizar a candidatura de Curitiba. Houve críticas públicas aos governos municipal e estadual.
Nesta terça-feira, o presidente da Paraná Esportes, Ricardo Gomyde, rebateu a posição atleticana. No entender do dirigente, o clube erra quando crítica em vez de tentar conciliar. “Quem quer apoio convida, não critica. Quando você critica o governador, o prefeito, você afasta potenciais aliados”, falou, em entrevista a um programa de televisão.
Gomyde também deu a entender que o Atlético errou na estratégia de querer dar cores ao evento, quando passou a tratá-lo como uma conquista atleticana e não do povo paranaense. “A Copa do Mundo em São Paulo não é do São Paulo Futebol Clube, mas de todos os setores. É isso que falta no Paraná”, declarou.
No domingo, o presidente da Paraná Esportes estará em um debate sobre a Copa do Mundo de 2014, junto com o presidente do conselho deliberativo do Atlético, Mário Celso Petraglia, o secretário municipal de Esportes, Neivo Beraldin, o deputado estadual Alexandre Curi (PMDB) e o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB).
Recentemente, em encontro com Gomyde, no Rio, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, foi tácito: se não houver consenso sobre a indicação da Arena da Baixada para ser um dos estádios a sediar o mundial, Curitiba estará fora do rol de sub-sedes. No momento, não existe coalisão de forças. A Fifa oficializa daqui a um ano as 10 cidades que ganharão o direito de receber jogos da Copa 2014. Oito já estão definidas: Rio, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Belém e Recife. A capital paranaense disputa duas vagas com Florianópolis, Manaus, Rio Branco, Natal, Maceió, Fortaleza, Cuiabá, Campo Grande e Goiânia.
Da Redação do FutebolPR
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