Desde o início das investigações, a Via Campesina vem colaborando com o trabalho do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), para que seja esclarecido o ataque de uma milícia armada, contratada pela multinacional suíça Syngenta Seeds, contra os camponeses acampados na área da emprensa, em Santa Tereza do Oeste (PR), no ultimo dia 21, após a reocupação do local.
Os camponeses, vítimas do ataque, estão colaborando com as perícias realizadas pela polícia e nesta quarta (7), participaram da reconstituição do crime feito pelo Cope.
No entanto, mesmo intimados oficialmente, os ‘’seguranças” da empresa NF, que praticaram o ataque se recusaram a participar da reconstituição do crime, prejudicando o processo criminal. Até o momento não há nenhum tipo de cooperação por parte da empresa NF Segurança nas investigações.
A empresa NF também não apresentou as armas usadas no ataque, em que o militante da Via Campesina e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Valmir Mota de Oliveira (Keno), 34, foi executado e mais cinco trabalhadores foram gravemente feridos. Entre eles, Izabel Nascimento de Souza que levou um tiro no olho direito e perdeu a visão, deste olho.
Pedido de providências
Nesta quinta-feira (8), os advogados de defesa da Via Campesina encaminharão pedido de providências e acompanhamento do caso para a Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A subseção da OAB local perdeu a legitimidade, poís desde o início vem tendo posição totalmente parcial em favor da empresa de segurança NF, da Sociedade Rural do Oeste do Paraná (SRO) e da Syngenta.
Na semana passada, as organizações de direitos humanos e os advogados também encaminharam pedido de acompanhamento do caso para a Seccional da OAB do Paraná, que se posicionou oficialmente sobre o assunto.
A Via Campesina quer a punição dos responsáveis pelos crimes – principalmente os mandantes -, a desarticulação da milícia armada na região, o fechamento imediato da empresa de segurança NF e a responsabilização dos fazendeiros que estão se utilizando de milícias privadas armadas. Além de proteção das vidas dos dirigentes Celso Ribeiro Barbosa e Célia Aparecida Lourenço, e de todos os trabalhadores da Via Campesina, na região.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Via Campesina
Fotos: Joka Madruga
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