Assessor de Cascavel irá compor frentes da Alep
O assessor de Assuntos Comunitários de Cascavel, Paulo Porto (PCdoB), foi convidado para compor duas frentes parlamentares a serem instauradas na Alep (Assembléia Legislativa do Paraná). Hoje o assessor estará em Curitiba reunido com autoridades que também farão parte da primeira frente a ser criada, a da Economia Solidária.
Já a segunda, que será criada no fim do ano, é a Frente Parlamentar dos Povos Tradicionais do Paraná. O convite para ingressar as duas comissões partiu do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, deputado Péricles de Mello (PT).
A Frente Parlamentar dos Povos Tradicionais discutirá objetivos e metas de políticas públicas do governo estadual a comunidades como os quilombolas, guaranis, caingangues, colonos, poloneses e ucranianos. “Devido ao meu trabalho como indigenista e à frente da Assessoria, o deputado Péricles me fez esteve convite”, disse Porto.
Paulo Porto afirma que áaproveitar a criação da frente parlamentar para viabilizar a construção da Casa de Passagem Indígena em Cascavel. “A construção da casa minimizará um grande problema social, que é a perambulação desses povos pela cidade”, falou.
O assessor destacou que um dos principais pontos que colocará em discussão na frente parlamentar é a criação de políticas sociais por parte do governo do Estado para a auto-sustentabilidade econômica das comunidades indígenas. “É preciso criar políticas para controlar alguns problemas como alcoolismo, a falta de maquinário, de semente, entre outras coisas. Muitos povos vêm a Cascavel devido à falta dessa política”.
Outra discussão que assessor de Assuntos Comunitários pretende levar à frente parlamentar é o levantamento fundiário das áreas indígenas. “Existem povos que ainda não têm área demarcada, como o caso dos Xetas, comunidade que foi dizimada e só restam cerca de 20 indígenas”, exemplificou.
Além disso, Porto ressalta a necessidade do governo criar políticas mais claras para a formação de professores indígenas no Paraná. “Falta uma formação pedagógica a esses povos. No Paraná são cerca de 18 escolas em áreas indígenas, mas não há professores com formação específica”, completou.
Jornal Hoje – Cascavel
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