por Cloves Geraldo*
Filme do brasileiro José Padilha mostra o que a maioria das pessoas sabia: a polícia brasileira usa métodos sistemáticos de violência no trato com criminoso, suspeito ou o cidadão comum e está infestada de facções e integrantes corruptos
A mágica do cinema sempre foi a de criar histórias que dêem a sensação de realidade. Acontecem no exato momento em que as cenas se sucedem na tela. Os personagens se movem de acordo com os códigos estabelecidos pelo enredo, seguindo regras ditadas pelo ambiente em que vivem. Pode ser em plena idade média, na antiguidade ou na era moderna. Ou se projetar para além do nosso tempo, com ética e moral diversa da conhecida. O que importa é a simbiose interna, o entrelaçamento das ações e reações, as contradições elaboradas de tal forma que tudo pareça real, a ponto de o espectador não duvidar do que vê.
O máximo que ele pode fazer é ligar os códigos do filme à estrutura social em que vive. É então que o filme se transforma numa obra de arte, pois reflete na tela os conflitos sociais muitas vezes ignorados ou ocultos e seus significados mais profundos. Pouco importa se ele o faz na forma de comédia, ficção científica ou conflito social. Deve ser, sobretudo, o espelho em que os segmentos sociais vêem suas próprias ações e suas conseqüências.
Mesmo que sua história se passe na Constelação de Orion, no século 230, a projeção da nova sociedade manterá códigos e símbolos da atual. Ainda que o cineasta crie identidades e segmentos sociais, tidos como completamente novos, é possível analisar, a partir deles, o comportamento da sociedade moderna. Menos complicado é quando o filme é baseado em livro que conta uma história real, a partir das experiências de seus autores, como ocorre em “Tropa de Elite”, do brasileiro José Padilha (Ônibus 174), fenômeno de bilheteria, crítica e reflexão político-social.
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este filme prta mim foi uns dos melhores que já vi em toda a minha vida, fala demais a realidade que vivemos meus parabens…..
que cada vez mais possamos ter filmes assim..
bjos e fiquem com deus